Vista das Cataratas do Iguaçu com várias quedas d'água em meio à mata e uma nuvem de névoa subindo

Cataratas do Iguaçu: curiosidades sobre as quedas na fronteira do Brasil

As Cataratas do Iguaçu não são uma cachoeira só. São um conjunto de quedas d’água que se espalha por quase três quilômetros, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, com saltos de até 80 metros de altura.

Neste artigo, você vai entender onde elas ficam, como a água chega até ali, por que o número de quedas muda ao longo do ano e o que vive na floresta ao redor.

O que são as Cataratas do Iguaçu

As cataratas são formadas pelo rio Iguaçu. Segundo o ICMBio, órgão que administra o parque, o rio encontra um grande degrau no terreno cerca de 18 quilômetros antes de desaguar no rio Paraná. Nesse ponto, a água despenca em quedas de até 80 metros e o conjunto chega a cerca de 2.780 metros de largura.

A Unesco descreve o lugar como uma queda d’água em forma de semicírculo, com cerca de 2,7 quilômetros, apoiada sobre uma camada de rocha basáltica que marca a fronteira entre os dois países.

O nome vem do tupi-guarani. “Iguaçu” quer dizer “água grande”: “i” significa água e “guaçu”, grande.

Onde ficam

As cataratas ficam no extremo oeste do Paraná, perto da cidade de Foz do Iguaçu, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

O lado brasileiro está protegido pelo Parque Nacional do Iguaçu, criado em 10 de janeiro de 1939. Do outro lado do rio fica o Parque Nacional Iguazú, da Argentina. Os dois parques protegem juntos as quedas e a floresta em volta, e fazem até censos conjuntos de onças-pintadas.

Em 1986, o parque brasileiro foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade. Foi a primeira unidade de conservação do Brasil a receber esse título.

Por que o número de quedas muda

Uma das curiosidades mais interessantes das cataratas é que não existe um número fixo de quedas. A quantidade depende do volume de água do rio.

Quando chove muito na bacia do Iguaçu, o rio fica mais cheio e a água transborda por mais pontos do paredão. Aparecem, então, muitas quedas menores entre as principais. Em períodos de seca, parte delas desaparece, e o paredão de pedra fica mais visível. Por isso, a contagem total de quedas muda ao longo do ano.

O que não muda são as quedas principais. O ICMBio conta 19 grandes saltos. Cinco ficam do lado brasileiro: Floriano, Deodoro, Benjamin Constant, Santa Maria e União. Os demais estão do lado argentino.

A Garganta do Diabo

A queda mais famosa é a Garganta do Diabo. Ela tem formato de “U” e é o ponto de maior impacto de todo o conjunto.

A Garganta do Diabo fica bem na linha da fronteira. Do lado brasileiro, uma passarela leva o visitante até perto dela.

Uma nuvem permanente

A força da água é tão grande que forma uma nuvem de gotículas quase permanente sobre as quedas. A IUCN, organização internacional que avalia os Patrimônios Naturais para a Unesco, destaca essa névoa como parte do cenário.

O rio também depende das usinas

O rio Iguaçu tem várias usinas hidrelétricas antes das cataratas. Por isso, a quantidade de água que chega às quedas também depende de como essas usinas operam. A IUCN registra que, desde junho de 2024, há uma vazão mínima de 350 metros cúbicos por segundo mantida para as cataratas.

A floresta ao redor

As cataratas são a parte mais famosa do parque, mas não a única importante. O Parque Nacional do Iguaçu é considerado uma das últimas grandes reservas de Mata Atlântica do país.

Segundo a avaliação da IUCN, o parque abriga:

  • mais de 2 mil espécies de plantas vasculares, como a palmeira-juçara, a peroba e a araucária;
  • cerca de 80 espécies de mamíferos;
  • mais de 400 espécies de aves;
  • 54 espécies de peixes, algumas encontradas apenas nessa região.

Entre os animais estão a onça-pintada, a onça-parda, a anta, o tamanduá-bandeira, a ariranha, o cachorro-vinagre e o gavião-real.

A volta das onças

A onça-pintada é um dos maiores sucessos de conservação do parque. Segundo a IUCN, os censos feitos em conjunto por Brasil e Argentina estimaram cerca de 40 onças na região em 2005 e 93 em 2022. O aumento é atribuído ao trabalho de conservação feito nos dois parques.

Outras curiosidades

  • O parque fica sobre o Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água doce subterrânea do mundo.
  • A IUCN registrou cerca de 1,8 milhão de visitantes no parque brasileiro em 2024.
  • As quedas se formaram sobre camadas de basalto, uma rocha de origem vulcânica.
  • A fronteira entre o Brasil e a Argentina segue o rio Iguaçu, e a Garganta do Diabo fica exatamente nessa divisa.
  • Os dois parques, o brasileiro e o argentino, são Patrimônios da Humanidade reconhecidos separadamente pela Unesco.

Por que proteger as cataratas

Mesmo com o título da Unesco, o parque enfrenta ameaças. A IUCN cita a construção de hidrelétricas, a caça ilegal, a poluição vinda das lavouras vizinhas e a pressão do turismo. Em sua avaliação mais recente, de 2025, a organização classificou a situação de conservação do parque como “preocupação significativa”.

Para quem visita, as regras são simples: ficar nas trilhas, não alimentar os animais e levar o lixo de volta.

Perguntas frequentes

As Cataratas do Iguaçu ficam no Brasil ou na Argentina?
Nos dois países. O rio Iguaçu marca a fronteira, e cada lado tem seu parque nacional. A maior parte das quedas principais fica do lado argentino, mas o lado brasileiro oferece a vista panorâmica do conjunto.

Quantas quedas têm as Cataratas do Iguaçu?
O número muda conforme o volume do rio. O ICMBio fala em 19 quedas principais, cinco delas no Brasil.

Qual a altura das Cataratas do Iguaçu?
As quedas chegam a até 80 metros de altura.

O que significa “Iguaçu”?
Em tupi-guarani, “água grande”.

Quando o parque foi criado?
Em 10 de janeiro de 1939. Em 1986, virou Patrimônio Natural da Humanidade.

Gostou? Veja também outras curiosidades sobre lugares e natureza aqui no blog.

Fontes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima